Década de setenta, setenta e um setenta e dois por ai, os bailes ferviam nas casas de família e os poucos salões que tinham na época nem abriam aos sábados ou se abriam era apenas pra testar as seleções de musicas.
Sábado à noite, a oferta de festas era muita que somente as que estivessem com a melhor equipe iriam bombar, e melhor equipe não era sinônimo de equipe que tinha todas pra tocar e sim a que tinha “o cara” pra montar as melhores seleções e que não deixasse a musica parar, mas não vamos descartar as raridades que contava muito na época.

As que só tocavam samba.As festas que tocavam de tudo um pouco.Nesta época tínhamos três tipos de dança disputando espaço no salão:

– O Samba.Dois pra lá dois pra cá, mas com os pares sempre juntos,
– O Rockabilly.Um dos inúmeros subgêneros do rock and roll. Tornou-se conhecido durante os anos 1950, devido a artistas norte-americanos.

E se é dançado com um passo e uma girada sempre com os pares ora se afastando ora se aproximando.

– O Sambalanço.Na época era assim como o chamávamos, se dançava na cadencia do Samba, dois pra lá, dois pra cá, mas com o movimento aéreo do Rockabilly e os pares ora se afastando ora se aproximando, ainda era meio quadrado, mas era bonito de ver os poucos casais que se atreviam a dançar trançando os bracinhos.
Mas espere lá não podemos nos esquecer das lentas e dos floreados
Então, eram essa musicas e muitas outras que rolavam nos bailes de garagem (hoje assim chamado os bailes nas casas de família), a grande maioria tocava essas bolachas mesmo, pois eram de fácil acesso por terem sido lançado ou re-gravado nestes dois primeiro anos da década de setenta.
Certo não vamos nos esquecer do que rolava nos salões de bailes naquela época, pois era ali que o bicho pegava era ali que as raridades tocavam e a coisa toda se invertia.
É se invertia, pois se nos bailes de garagem o sambarock ainda engatinhava no salão não, era ele que comandava a festa.
O repertorio também era totalmente diferente, pois era domingo e todos que ali estavam e pagaram para estarem ali não queriam ouvir as mesmas musicas que já tinham ouvido no dia anterior com exceção das lentas e floreados e claro.
As musicas que embalavam o sambarock perdiam a nacionalidade e ate mesmo o nome dos ritmos que as lançaram.

O que importava mesmo era dançar o sambarock ao som dessas perolas seja elas que ritmo fossem se instrumental, vocal ou orquestrada; se nacional internacional russa ou tailandesa.Reparem só a salada musical que era tocado nos salões daquela época, “o cara” que fazia a seleção tinha que ter todas essa musicas e seus ritmos decorados para não se perder, pois se ele colocasse Lionel Hampton – Hey ba re bop com Milton Banana – Cidade vazia na mesma seleção teríamos ai uma quebra de ritmo que para quem esta apenas ouvindo esses segundos seria ate aceitável, mas para quem ta dançando e um desastre, pois o casal têm que parar de dançar para poderem pegar o novo ritmo que entrou tocando e embalarem novamente, ate isso acontecer a pista de dança já ficou vazia.Agora se o cara trocasse o Milton Banana pelo Ray Conniff – Mastigando drops simplesmente os pares seguiriam dançando sem a quebra de ritmo e reparem também que obtivemos uma mistura de ritmos, mas independente dos ritmos sempre teremos uma batida de marcação e é ela que norteia os dançarinos na pista e será sempre ela que estará em mente na hora de fazermos uma seleção.

As equipes da época também tinham que tomar cuidado com as seleções repetidas como o exemplo acima do Lionel Hampton com o Ray Conniff, não foi porque deu certo que teríamos que tocar sempre os dois juntos.
Eu pessoalmente sempre tocava o Lionel Hampton no final da seleção porque a própria musica ta me mandando fazer isso, se repararem as batidas no final da musica elas são de encerramento sendo assim porque não aproveitarmos isso para entrarmos com uma seleção de lentas ou soul era o que fazíamos na época.
Outra coisa as equipes da época jamais misturavam musicas de estilos diferentes na mesma seleção, ou seja, as seleções iam sendo feitas sempre obedecendo aos seguintes critérios, musicas nacionais com musicas nacionais, instrumental com instrumental e internacional com internacional, mas isso era quase que automático se seguíssemos a regra da batida de marcação.
Repare também que não temos a figura dos dj`s que sempre me refiro à equipe ou o cara da equipe isto porque na época o que tínhamos eram pessoas que se juntavam para tocar em uma festa ou salão e que se revezavam nas pick up`s até porque era simplesmente impossível apenas uma pessoa conseguir juntar todas as raridades e não bastando isso ainda tínhamos que ter o acesso a outros estilos que também rolavam nos bailes o Soul, por exemplo, isto no começo da década de setenta depois tivemos outros balanços como o Funk.
Na época estes discos de Soul só haviam importado já que as regravações que aqui chegavam eram de coletâneas e normalmente cortadas, por exemplo, no álbum duplo do James Brown – Revolution Of The Mind de 1971 a musica Make It Funky tem nadamais nada menos que 12:52m e se a sua equipe quisesse fazer a diferença tinha que pagar e por isso é que tínhamos o revezamentos nas pick ups em fim a equipe que dava certo era a que tinha “ocara” para cada estilo um correndo atrás das raridades de sambarock e um outro apaixonado pelo soul correndo atrás dos importados.
Mas voltemos ao que interessa que é a historia do sambarock, os salões de bailes da época não tocavam samba com algumas exceções é claro ate porque as pessoas que iam aos salões iam para escutar musicas diferentes das que já tinham ouvido no sábado nos bailes gratuitos e isso porque nestes bailes de casa de famílias os donos simplesmente não deixavam as equipes tocarem as musicas que não fossem nacionais claro que ai também tínhamos as exceções para os seguintes artistas.
Talvez esteja ai a explicação das equipes da época em buscarem novas musicas e lógico datadas de anos anteriores e cada vez mais raros e difíceis de se conseguir para tocarem nos salões para satisfazer a exigência dos que ali estavam.
Portanto se nos bailes em casas de famílias tínhamos o Trini Lopez Show nos salões tínhamos o Trini Lopes Sol ou o em Londres se nos bailes em casas de famílias tínhamos o Chubby Checker Twist nos salões tínhamos o Chubby Checker e Bobby Rydell.
E continuando nessa linha talvez seja justamente por causa do álbum Trini Lopez Show com o pout porri (medley)Gotta Travel On / Down By The Riverside / Marianne / The Gang That Sang Heart Of My Heart / Goody… tremendo sucesso na época, que tivemos um forte apelo pelos pout pourri`s ou mesmo musicas longas que se assemelhavam aos pout pourri`s tocados nos bailes na primeira metade da década de setenta.Década de setenta, mas antes vamos falar sobre os salões de baile e suas equipes.

Os salões de baile da época eram próximos às casas de seus freqüentadores e geralmente eram alugados pelas equipes de baile também formadas por pessoas que moravam no mesmo bairro.
Na época o único salão que tínhamos para ir, fora da periferia e isso a cada um ou dois meses era no Palmeiras com a Chic Show tocando somente Soul, foi dai que tivemos alguns Soul`s ou balanço sendo dançado como sambarock, e outras equipes grandes na mesma linha da Chic Show e nada tinham a ver com os bailes e salões da periferia.
A primeira equipe que já nascera grande e para esse propósito “tocar na mesma linha das equipes da periferia” e que inclusive mantinham um intercambio com essas equipes foi “Os Carlos”, mas isso já é um tema a ser colocado mais pra frente.

Década de setenta, setenta e três a setenta e cinco para completarmos a primeira metade desta década.
Os salões continuam a amargar o sábado perdido para as festas de casa de família lhes restando apenas as sexta feiras com os alunos que cabulavam as aulas para irem ao salão dançar e os domingos com os emancipados “alguns”.
Jorge Ben continua a proporcionar belíssima musicas e a embalar o sambarock ainda mais com a sua batida perfeita.
Os donos dos bailes nas casas de famílias aos poucos começam a aceitar às musicas internacionais e instrumental que embalavam o sambarock nos salões e já não ha mais disputa entre os três ritmos que havia nos anos anteriores o Sambarock era único e soberano isso para desespero das equipes que davam bailes nos salões, pois teriam que amargar por mais alguns anos o sábado perdido e para ratificar ainda mais essa amargura as equipes que agitavam as festas começavam a ficar mais inteiradas nas raridades e a tocar as mesmas musicas que já se ouvia nos salões o que tornava a buscas por mais raridades uma questão de sobrevivência para as equipes de salões, pois o publico continuava exigente.
Percebam ai o porque da busca desesperada por musicas fora de catalogo primeiro por sobrevivência das equipes da época depois pela competição entre elas e depois por habito.

Esse costume também fez com que as equipes não tocassem as musicas de sucesso nas rádios e è claro também teremos exceções, vale lembrar que essas exceções sempre foram exigência dos freqüentadores desses bailes ficando assim bem claro que quem realmente direcionava o destino do sambarock era os freqüentadores dos bailes, era a lei da oferta e da procura entrando em ação, pois se não dessem o que os freqüentadores queriam simplesmente iam procurar quem desse e com certeza achariam e a oferta de festas era muita.E dessa forma finalizamos a primeira metade da década de setenta com muito sambarock instrumental, jazz, mambo, twist e os artistas nacionais que tinham a levada Jorge Ben.

Reparou que não coloquei o samba na lista e não foi por acaso, pois com a intolerância do pessoal em não deixar tocar musicas internacionais e instrumental nos bailes de garagem no inicio da década e o fortalecimento das equipes tentando se equiparar com as equipes de salão o samba foi ficando do lado de fora dessas festas com exceção e claro do grupo Originais do Samba que sempre se fizeram presentes.

E tivemos também a nata do samba cantando um partido alto alegre e cheio de ginga lançando os famoso Partido em Cinco sendo que o primeiro em 1975 e trazendo de carona outros sambistas para juntos fazerem o samba ocupar a parte que lhe era de direito nessa historia como veremos na segunda metade da década de setenta.E assim entramos na segunda metade da década de setenta sem culpas e preconceitos “preconceitos” ainda havia com os sucessos relâmpagos lançado pelas gravadoras nas rádios nestes cinco longos anos, mas que tínhamos que engolir e tocar nos bailes, e hoje consigo ver como estavam certos os freqüentadores dos bailes daquela época tanto que ainda corro atrás de alguns álbuns destes sucessos relâmpagos, portanto fica ai a dica.Mil novecentos e setenta e sete, ano de lançamento do filme Embalos de Sábado à Noite e junto com ele a era disco.

E o mais interessante e que junto com a era disco tivemos nesta segunda metade da década de setenta a presença marcante do Samba os pout pourri tinham perdido a força justamente quando o álbum Partido em Cinco volume um vinha em um formato medley e fazendo um tremendo sucesso sem esquecer do jeito malandro do Bezerra da Silva e os álbuns Bateria nota 10 entre outros.

E como muitos pensam por ai que o sambarock se enfraquecera com a era disco, talvez pelo fato de só terem sido lançando apenas dois álbuns do Jorge Ben já no final da década, estão enganados, pois o sambarock não se enfraquecera justamente por ele não depender de apenas um artista ou ritmo, pois tivemos também o cantor e compositor Bebeto junto com outros artistas como Luis Vagner e Bedeu com o grupo Paul Brasil preenchendo essa lacuna deixada pelo Jorge Ben já o funk teve que dar espaço aos novos embalos e no auge da era disco teve que dar um tempo mesmo, mas graças a George Clinton, Al Hudson… O funk ressurgiria, mas essa já e uma outra historia a ser contado qualquer dia desses em outro blog.Para os donos de salões na época era a deixa para finalmente conseguirem o tão almejado sábado, mas isso era apenas uma questão de tempo, pois os bailes nas casas de família já começavam a diminuir em quantidade e com as brigas agora mais freqüentes o pessoal começava a pensar duas vezes antes de fazer uma festa e se antes tinham os bicos (freqüentador de festa sem ser convidado) bem aceitos agora eram barrados.

Já o sambarock continuava sua trajetória, pois já tinha se espalhado por muitos bairros de São Paulo e creio eu muito mais por causa da sua beleza que encantava a todos que o viam e logo queriam aprender, pois nas festas sempre tínhamos o intercambio familiar.
È, o sambarock é assim, primeiro se encantava pela dança e depois pelas musicas e quando se percebia já estava em uma loja de sebo pagando uma grana preta por um disco usado e montando uma equipe de som para dar baile.
Percebam ai que por mais que se tente nos dias de hoje colocar alguns artistas como criadores, pais, tios ou avos do sambarock será difícil, pois isso não existiu na época.
O que havia mesmo era uma dança que fora criada pelos freqüentadores de bailes daquela época e mantida pelas equipes a despeito deste ou daquele artista.
O pessoal das equipes simplesmente iam às lojas de discos e ouviam os discos lançados pelos artistas e levavam para tocar nos bailes somente se alguma musica do álbum coubesse no tempo da dança fosse o artista que fosse.
O que vejo nos dias de hoje e que ha uma busca por uma coisa que não existe, talvez acostumados que estamos a sempre vermos por ai causa e causador, por exemplo, Mambo Perez prado, Rockabilly Bill Haley, Twist Chubby Checker e por ai vai.
O artista é criado em função dos ritmos e nos dias de hoje novamente uma inversão, se antes buscávamos musicas para embalarem os dançarinos de sambarock vemos agora que são os artistas e bandas que estão sendo criado em função do Sambarock, portanto teríamos ai o sambarock nos dias de hoje também como ritmo ou então a dança sambarock sendo embalado por mais um ritmo, o Sambalanço, onde se encontra classificado os artistas nacionais que embalaram o sambarock como veremos no texto a seguir:
– O Sambalanço (samba de balanço) surgiu na metade da década de 1950 em boates de São Paulo e do Rio de Janeiro.
É considerado um sub-produto da Bossa Nova, um estilo intermediário entre o samba tradicional e a Bossa Nova, é caracterizado pelo deslocamento da acentuação rítmica e recebeu uma grande influência do Jazz.
Foi muito difundido nos bailes suburbanos nas décadas de 60 a 80.
Um dos mais significativos representantes do sambalanço é Jorge Ben Jor.
Paralelamente à ascensão da bossa, escalava as paradas o sambalanço.
Alguns fornecedores e expoentes do setor: Elza Soares, Miltinho (egresso do grupo vocal Os Namorados), Ed Lincoln (que tocava na boate Plaza, outro reduto da inaugural da bossa), Djalma Ferreira, Orlan Divo, Silvio César, Jorge Ben Jor, Luís Bandeira (autor de “Apito no samba”), Pedrinho Rodrigues, Luis Reis, Haroldo Barbosa, Luis Antonio, Jadir de Castro e João Roberto Kelly.

Também se destacaram Os Devaneios, Grupo Joni Mazza, Bebeto, Copa Sete, Luiz Wagner e Dhema.
Novos expoentes do Sambalanço são Funk como Le Gusta e Clube do Balanço. Os Opalas, Sandália de Prata.

Obtido em:http://pt.wikipedia.org/wiki/Sambalanço

Os salões da segunda metade da década de setenta estavam vivendo seu auge com a era disco foi quando surgiram os festivais de dança e de equipes e como isso variava de bairro para bairro vila para vila falaremos apenas sobre as regras básicas.E no embalo dos festivais de dança de sambarock tivemos os festivais de equipes fato que também fora muito útil na troca de conhecimento e lançamento de raridades.
As equipes tinham uma hora para fazerem sua melhor seleção dividida em três seleções de 00:20m ou em quatro de 00:15m e que eram usados da seguinte forma sambarock, melodias e sambarock ou sambarock, melodias, sambarock, melodia claro que não necessariamente nessa ordem, este segundo set era muito usado pra se evitar a quebra de ritmo, mas quem determinava mesmo era as raridades que a equipe tinha para queimar, esses sets não eram uma imposição quem decidia mesmo por qual set se o de 00:20m ou 00:15m era o Dj na hora de tocar.
Isso seguindo um sorteio entre as equipes, portanto tínhamos ai também o fator sorte, pois quem tocava em segundo não poderia repetir as musicas que a primeira equipe tocara e quem tocava em terceiro não poderia repetir as musicas que haviam sido tocadas pelas outras duas equipes e assim sucessivamente, por causa disso a disputa era travada em vários bailes.
Uma observação as mesmas musicas poderiam ser tocadas novamente mas em outra etapa onde aconteciam novos sorteios.
O júri era constituído por pessoas que se julgavam serem conhecedores e ou possuírem muitos discos e excelentes Dj`s.
A eles cabia julgar a raridade do disco, a originalidade dos discos, a mixagem do Dj e a melhor seleção que se percebia analisando a quantidade de dançarinos na pista em uma escala de um a dez ou de dez a cem.
Quanto à raridade, essa avaliação tinha diversos fatores também nessa escala de um a dez, entre elas a exclusividade, lançamento, tocar apenas uma musica do mesmo disco isso a cada equipe e não repetir musica.
Quando era lançamento essa avaliação era feita observando a aceitação dos dançarinos na pista de dança e a sonoridade da musica.
Quanto a tocar apenas uma musica do mesmo disco vamos ao seguinte exemplo:
Millie Small a equipe que estivesse com este disco poderia tocar apenas uma musica das muitas que ha neste disco podendo ser tocado novamente por uma outra equipe, mas uma outra musica e assim por diante.
Normalmente à equipe que estava promovendo o festival cabia tocar os balanços e às equipes que estavam disputando entre si os sambarock e as melodias.
Lembrando que as regras e o formato destes festivais variavam de bairro para bairro ou mesmo vila para vila.

Quanto aos nomes dessa dança vamos a um capitulo a parte.

Sambarock dança que surgiu da criatividade dos freqüentadores dos bailes em casas de família e salões da periferia de São Paulo no final da década de sessenta começo da década de setenta mesclando se os movimentos do rock and roll hoje rockabilly com os passos do samba ao som das equipes a despeito deste ou daquele ritmo importando tão somente o tempo da musica em relação à dança.
Na primeira metade da década de setenta fora chamado por diversos nomes Sambalanço, Swing, Rock Samba, e finalmente Sambarock por causa do lançamento da primeira coletânea que continham musicas que eram tocadas nos bailes de sambarock e re-gravadas especialmente para estes bailes.

A primeira coletânea lançada em 1977 e que se chamava “Samba Rock o Som dos Black`s” deu inicio a uma nova era para o sambarock onde eram re-gravados vários sucessos de bailes da época fazendo com que fosse mais fácil o acesso a essas musicas que ate então eram musicas fora de catalogo e difíceis de se encontrar.Tornando assim o Sambarock mais conhecido na grande São Paulo e outros estados.

O nome dessa primeira serie de coletâneas se deu por causa da musica Chiclete com Banana composição de Gordurinha e Almira Castilho sendo lançada em 1959 por Jackson do Pandeiro e re-gravada por Gilberto Gil em 1972 sendo um grande sucesso tanto nas rádios como nos bailes de sambarock.
A forma de se dançar sambarock foi sendo aprimorada com os festivais de dança de onde os dançarinos disputavam entre si para ver quem era o melhor.
As disputas entre os dançarinos de sambarock seguiam os mesmo moldes do filme “Embalos de um sábado à noite” onde tínhamos o júri técnico formado primeiramente por aqueles que se julgavam serem os melhores dançarinos da época e que julgavam a parte técnica da dança tempo contra tempo, erros, passos inéditos, quantidades de passos, qualidade dos passos e dificuldades dos passos, em alguns festivais tinha-se também o chamado júri popular onde se escolhiam alguns freqüentadores destes bailes para junto com o júri técnico escolherem os melhores em uma escala de um a dez ou de dez a cem.
Lembrando que as regras e o formato destes festivais variavam de bairro para bairro ou mesmo vila para vila.

Grato
Francisco Nenê.