Nascido no Rio de Janeiro, Wilson Simonal De Castro (1939 – 2000) iniciou sua carreira profissional atuando em em bailes nos quais cantava, em inglês, rocks e calipsos. Pouco tempo depois foi crooner do Conjunto Dry Boys e fez parte do Conjunto Os Guaranis.

Em 1961, passou a se apresentar no programa “Os brotos comandam”, apresentado por Carlos Imperial, onde teve a oportunidade de gravar um compacto simples contendo o cha-cha-cha “Teresinha”, de autoria de Carlos Imperial.
Ainda nesse ano, Simonal se apresentou em casas noturnas do Rio de Janeiro, como Drink, Top Club, e no Beco das Garrafas, boate considerada o berço da Bossa Nova, levado por Miéle e Ronaldo Boscoli.

Em 1963, lançou seu primeiro disco: Tem algo mais, obtendo muito sucesso com a música Balanço Zona Sul, de Tito Madi.

No ano seguinte, viajou pela América do Sul e América Central com o conjunto Bossa Três, liderado pelo pianista Luís Carlos Vinhas.
Ainda em 1964, gravou o album A nova dimensão do samba, com destaque para as faixas Lobo Bobo, de Carlos Lyra e Ronaldo Boscoli, e Nanã, de Moacir Santos.

Ainda na década de 1960, lançou vários Lp’s, dentre eles: Alegria, alegria!!! (1967); Alegria, alegria vol. 2 ou Quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga (1968), Alegria, alegria vol. 3 ou Cada um tem o disco que merece (1969) e Alegria, alegria vol. 4 ou Homenagem à graça, à beleza, ao charme e ao veneno da mulher brasileira (1969).

Em 1966 e 1967, também comandou o programa Show em Si Monal, transmitido pela TV Record de São Paulo.
Essa época, que é considerada a melhor fase de sua carreira, onde foram gravados uma série de sucessos dançantes como País Tropical, Mamãe Passou Açúcar em Mim, Meu Limão, Meu Limoeiro e Sá Marina e também deu origem a um estilo suingado conhecido como Pilantragem.

Tal era a popularidade que Simonal chegou a reger um coro de 15 mil vozes no show de encerramento do IV Festival Internacional da Canção, no Maracanãzinho.

Em 1972, Simonal foi acusado de ser o mandante de uma surra sofrida pelo contador de sua firma que supostamente o teria roubado.
Durante o inquérito, foi acusado por um agente do Dops de ter sido informante daquele órgão.
Com essa acusação de dedurismo em plena ditadura militar, Simonal ficou desmoralizado no meio artístico-intelectual e cultural da época, e sua carreira começou a declinar, mesmo Simonal negando todas as acusações.

Simonal ainda gravou alguns Lp’s no final dos anos 70 e nos anos 80, mas só voltou a ter o reconhecimento da mídia após o lançamento da coletânea A Bossa de Wilson Simonal em 1994.

Simonal faleceu no dia 25 de junho de 2000, vítima de falência múltipla nos órgãos em decorrência de hepatopatia.

Em 2002, a pedido de seus familiares e amigos, foi aberto processo para apurar a veracidade das insinuações levantadas na década de 1970 quanto à possível colaboração do cantor com os órgãos repressores do regime militar. Além de depoimentos de artistas e de material enviado pela família e pelos amigos, constou do processo um documento de janeiro de 1999, assinado pelo então secretário de Direitos Humanos, José Gregori, que divulgava que, a partir de uma pesquisa realizada nos arquivos do SNI e do Centro de Inteligência do Exército, não havia evidências que provassem aquelas insinuações.

Em 2003, concluído o processo, o cantor foi moralmente reabilitado pela Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

1. Pout-Pourri: Quero Ver Descer, Quero Ver Subrir / Foi Brincar No Mar
2. Pout-Pourri: Jura / Recordar É Viver / Jarro Da Saudade
3. Pout-Pourri: Expresso Da Alegria / Aí Vem O Pato
4. Clementina De Jesus (Vale Dos Orixás)
5. Baiana Boa
6. Pout-Pourri: La Mucura / Banana Con Azucar / La Paloma
7. Vou Entrar Na Dança
8. Meu Tempero
9. Desabafo E Alegria
10. A Beleza Do Seu Canto
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