a1 – Só Danco Samba, Old Devil Moon….
a2 – No Dollar Bills, Samba Do Aviao.
a3 – Perdido; day in, Day out; Samba de uma nota só, Improvização Bossa Tres.
b1 – Tamanco No Samba.
b2 – Corcovado.
b3 – Lover; Bim Bom; Dance Bossa Nova; Loose Walk, Nao Ponha A Mao.
b4 – Two Ladies in the shade of de Banana Tree.

Lennie Dale (Leonardo La Ponzina)

Nascido no bairro de Brooklyn, em Nova York, iniciou sua carreira profissional no programa infantil “Star Lime Kids”, co-estrelado por Connie Francis.
Dos 14 aos 21 anos, deu aulas de balé, em tempo integral.
Integrou o elenco do espetáculo “West Side Story”, encenado na Broadway.
Em seguida, mudou-se para Londres, onde foi contratado por um empresário de Shirley Bassey, realizando apresentações pela Europa e participando, ao lado de Gene Kelly, de um programa da televisão italiana.
Foi responsável pela coreografia para 500 bailarinos do filme “Cleópatra”, protagonizado por Elizabeth Taylor, de quem se tornou amigo.
Em 1960, uma de suas apresentações em Roma teve na platéia o empresário Carlos Machado, que o convidou para coreografar o espetáculo “Elas atacam pelo telefone”, encenado na boate Fred’s, no Rio de Janeiro.
Em seguida, radicou-se no Brasil.
Em 1961, fez sucesso na casa noturna Night and Day (RJ), onde apresentou uma coreografia de vanguarda, vestido com uma saia e estalando um chicote.
Participou, ao lado dos também dançarinos Joe Benett e Martha Botelho, de apresentações do conjunto instrumental Bossa Três, formado pelos músicos Luis Carlos Vinhas (piano), Tião Neto (baixo) e Edison Machado (bateria), com os quais viajou, em 1962, para os Estados Unidos e se apresentou no “Ed Sullivan Show”, um dos programas de maior audiência da televisão norte-americana na época.
Foi personagem de destaque no cenário da bossa nova, dirigindo nos anos 1960, vários shows no Beco das Garrafas (RJ), chegando até a criar uma dança especial para a bossa nova.
Inovou a concepção dos espetáculos musicais, ressaltando a necessidade de produção, ensaio e expressão corporal dos artistas nos shows.
Impulsionava o talento de seus alunos, em aulas vespertinas no Bottle’s Bar, usando a expressão “Cresce, baby!”
Em 1964, lançou, com o Bossa Três, o LP “Um show de bossa…”. Nesse mesmo ano, apresentou-se com o Sambalanço Trio na casa noturna Zum Zum (RJ).
O show gerou o disco “Lennie Dale & Sambalanço Trio no Zum Zum”. Também em 1964, participou, ao lado de Elis Regina, Agostinho dos Santos, Sílvio César, Pery Ribeiro e o Zimbo Trio, do show “Boa Bossa”, espetáculo beneficente para a Associação de Moças da Colônia Sírio-Libanesa, dirigido por Walter Silva.
Gravou, em 1965, o LP “Lennie Dale”.
Em 1967, lançou, com o Trio 3D, o LP “A 3ª. Dimensão de Lennie Dale”.
Atuou, em 1968, no show “Momento 68”, promovido pela empresa Rhodia, ao lado de Caetano Veloso e Walmor Chagas, entre outros.
O espetáculo teve texto de Millor Fernandes.
No início dos anos 1970, criou, dirigiu e fez parte do grupo andrógino Dzi Croquettes, juntamente com Wagner Ribeiro (autor dos textos) e os bailarinos Ciro Barcelos, Cláudio Gaya, Reginaldo de Poli, Rogério de Poli., Cláudio Tovar, Paulo Bacellar, Carlinhos Machado, Benedictus Lacerda, Eloy Simões e Bayard Tonelli, que se apresentavam com maquiagem carregada e em trajes femininos.
O primeiro show do irreverente grupo foi apresentado em 1972, sob o título de “Gente computada igual a você”, comédia de costumes que continha uma crítica à realidade político-social do país, à repressão sexual, à censura e à ditadura. O musical fez muito sucesso em São Paulo e o grupo foi depois levado pelo empresário Patrice Calmettes para a Europa, onde causou sensação na noite parisiense. Fez temporada na casa noturna Lê Palace, apresentou-se em Ibiza e em Londres, e participou do filme “Le Chat et la Souris”, de Claude Lelouch.
Foi responsável pela coreografia da novela “Baila Comigo” (Rede Globo/1981) e produziu o musical “1.707.839 – Leonardo Laponzina”.
Faleceu no dia 9 de agosto de 1994.
FONTE