Aparecida compõe o seleto grupo de mulheres vencedoras de concurso de samba-enredo em suas escolas. Até hoje só ela e Dona Ivone Lara.
Seus sambas clássicos são impregnados de ritmos africanos.
Mineira de Caxambu, ainda criança Aparecida se interessou pelos ritmos africanos, que aprendeu com os mais velhos. A mudança para o Rio de Janeiro aconteceu em 1949 e, três anos depois, já estava compondo suas primeiras músicas.
A participação no filme Benito Sereno e o Navio Negreiro, no início dos anos 60, levou Aparecida até a França onde, pela primeira vez, apresentou suas músicas cantando em uma boate. Em 1968 compôs A sonata das matas para a Escola de Samba Caprichosos de Pilares. É a segunda mulher, depois de Dona Ivone Lara, a ter um samba vencedor dentro de uma escola.
Mas foi só em 1973 que gravou pela primeira vez uma música sua. Entre 1975 e 1983 lançou três discos, todos pela gravadora Cid.


A voz forte de Aparecida, que faleceu em 1985, ganha espaço aqui no Arquivo com seu primeiro compacto e raríssimo de 1973.
A – Aparecida – Zumbi, Zumbi
B – Aparecida – Boa Noite
O samba é outro, a favela é outra, o terreiro já atrai até as madames. Mas o samba de Aparecida continua rico, alegre e cheio de espontaneidade e balanço.