Música

TIM Festival

Superprodução de Kanye West atrai poucos em SP

Com preço oficial de R$ 250, cambistas chegaram a vender ingressos por R$ 20

Área de show do rapper, anteontem, não teve capacidade de 4.000 lugares lotada; público reclama dos preços dos ingressos

BRUNA BITTENCOURT
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
THIAGO NEY
DA REPORTAGEM LOCAL

Um dos nomes mais badalados do hip hop, o norte-americano Kanye West tocou para poucos anteontem em São Paulo. O rapper se apresentou dentro da parte pop do Tim Festival, em uma tenda montada no parque Ibirapuera.
O preço do ingresso, R$ 250, certamente afastou o público. Com capacidade para 4.000 pessoas, a tenda parecia não ter nem metade da ocupação -segundo os organizadores, 3.320 bilhetes foram emitidos, entre ingressos vendidos e convites, mas até o fechamento desta edição, ainda não sabiam quanta gente havia efetivamente entrado no local.
Das pessoas que foram entrevistadas pela Folha no local, poucas afirmaram ter pago o valor total do ingresso. Muitos fizeram uso da meia entrada para estudante e vários disseram ter ganhado o ingresso.
Cinco minutos antes do horário marcado para o início do show (21h), apenas uma pequena parte do público ocupava a área próxima ao palco. A apresentação começou às 21h40, com parte do público ainda chegando à Arena de Eventos.
Pouco antes das 21h, cambistas vendiam ingresso a R$ 140. Após o início da apresentação, era possível comprar por R$ 20 -por volta da quinta música, um cambista tentava vender quatro entradas por R$ 70.
Parte do público reclamou do preço do ingresso. Na fila da bilheteria, a estudante Camila Di Cezar, 17, lembrou que no Tim Festival de 2007 era possível assistir a artistas como Björk, Hot Chip e The Killers pagando um único ingresso. Para o rapper Rappin” Hood, “o povo que gosta mesmo do Kanye West, que conhece ele, não tem dinheiro para pagar o ingresso. Eu mesmo, se tivesse que pagar o ingresso, não viria. Vim porque ganhei”.

Metrossexualismo
O show de Kanye West teve caráter performático. O palco foi estilizado para simular um planeta desabitado, no qual West pousou após sua nave ser danificada. No fundo do palco, um telão enorme exibia imagens do espaço; no centro havia um outro telão, que se movia para cima e para baixo.
Para contar essa saga espacial, West usou muita fumaça, fogos e até um dinossauro -alguém chegou a classificar como uma mistura de “Jornada nas Estrelas” com “Super Xuxa contra o Baixo Astral”.
“A performance dele foi excelente”, elogiou Camila Pimentel, 22, hostess do hotel Hyatt, onde West e banda estão hospedados -ela ganhou convite de um músico. “Ele é um ícone, em termos de imagem, de metrossexualismo”, disse a estilista Juliana Jabour, 30. “Show de rap às vezes é muito maçante, e nesse há toda uma história. Precisa ter coragem para cantar sozinho”, disse o músico Daniel Ganjaman, 30.
Apesar dos elogios, a reação da platéia foi morna -apenas em algumas faixas o público se entusiasmou e muitos conversavam durante o show.

Cadê a banda?
O tamanho do cenário utilizado por Kanye West criou uma situação inusitada. Como não havia espaço suficiente na parte da frente, a banda que o acompanhava teve de ser colocada atrás do palco, fora da visão do público -por isso, muita gente achou que o rapper estava cantando em cima de bases pré-programadas.

“Fabricando Tom Zé”

Neste documentário de 90 minutos, o eterno dissidente da MPB Tom Zé é esmiuçado nas mais diversas facetas de sua vida e obra. Seu processo criativo, a relação com os músicos, a mágoa com os antigos colegas da tropicália e até mesmo suas posições geopolíticas fazem parte de um elaborado e bem resolvido trabalho do diretor Décio Matos Jr.

Viajando pelo tempo e espaço, da infância no interior baiano aos shows recentes na Europa, o filme se divide em dois eixos principais: um biográfico e íntimo e outro mais jornalístico e musical, mostrando shows e bastidores de sua turnê européia de 2005.

Muito bem costurados, estes dois módulos servem como ilustrações um do outro. A parte “doméstica” ajuda o espectador a se situar e organizar as peças que montam o artista, enquanto ele se apresenta em palcos como o do Festival de Montreaux. Do outro lado da moeda, os bastidores da turnê são uma espécie de aplicação prática do personagem descrito nos momentos biográficos.

O complexo protagonista conta com personagens de diversas fases de sua vida tentando descrevê-lo e defini-lo. Caetano Veloso, Gilberto Gil, David Byrne, a esposa Neusa, entre outros, colaboram com “causos” saborosos e opiniões relevantes sobre Tom Zé e todo seu esplendor excêntrico.

O ritmo divertido da primeira parte cai um pouco na metade do filme, quando terminam os relatos sobre sua ascensão e posição na atualidade. Felizmente, a tensão cresce novamente e o espectador é recapturado rapidamente, quando um lado negativo da vida e obra Tom Zé é abordado em duas cenas complementares.

Na primeira, o artista se irrita com um técnico de som suíço que teria demonstrado preconceito contra brasileiros e, durante a passagem de som, é fisicamente expulso do palco por uma versão furiosa de Tom Zé, talvez documentada pela primeira neste filme. Em seguida, o artista dá sua explicação sobre o ocorrido, aproveitando para abordar as tensas relações entre os países ricos e o terceiro mundo.

O momento beligerante continua quando é abordada a fase de vacas magras na carreira do músico e seu abandono pelos demais tropicalistas, a despeito de sua importância na elaboração do movimento.

Num dos pontos altos do documentário, Caetano Veloso chega a fazer um mea-culpa, admitindo coletivamente, em nome dos “colegas artistas”, sua parcela de culpa pelo abandono sofrido por Tom durante a década de 80. O cantor atribui à classe um possível egoísmo na divisão dos louros conquistados pelo movimento.

O DVD traz também um interessante making of, que deixa claro o quão hercúlea foi a tarefa de comprimir numa hora e meia uma personalidade tão complexa e criativa, para fabricar assim um dos melhores documentários musicais brasileiros de anos recentes.

Fonte : UOL

Michael Jackson antecipa o lançamento de coletânea de aniversário

Michael Jackson antecipa o lançamento de coletânea de aniversário

Michael Jackson está antecipando as comemorações por seus 50 anos e coloca hoje nas lojas a coletânea King of Pop. A compilação foi feita por fãs inglesas, que votaram em suas músicas preferidas para montar a lista de faixas.

King of Pop traz clássicos de diversas fases da carreira de Michael, como “Billie Jean”, “Black or White”, “Beat It” e “Rock With You”. O cantor completa meio século de vida no próximo dia 29.

Junto com o lançamento da coletânea, Michael disponibilizou em seu site oficial uma brincadeira: um jogo que permite que você comande os passos de dança do rei do pop. Para jogar, clique aqui.

Confira a lista de faixas de King of Pop:

“Billie Jean”
“Bad”
“Smooth Criminal”
“Thriller”
“Black Or White”
“Beat It”
“Wanna Be Startin’ Somethin”
“Don’t Stop ‘Til You Get Enough”
“The Way You Make Me Feel”
“Rock With You”
“You Are Not Alone”
“Man In The Mirror”
“Remember The Time”
“Scream”
“You Rock My World”
“They Don’t Care About Us”
“Earth Song”

Morre saxofonista e fundador da Dave Matthews Band

Fonte UOL

O saxofonista LeRoi Moore, fundador da Dave Matthews Band, morreu nesta terça-feira (19) em conseqüência dos ferimentos sofridos em um acidente em junho, informou seu agente, Ambrosia Healy. Moore tinha 46 anos.

O músico morreu na tarde de terça no Presbyterian Medical Center de Hollywood, em Los Angeles, após uma repentina complicação de seu estado físico.

Moore foi hospitalizado no final de junho, após sofrer um acidente em seu sítio nos arredores de Charlottesville (Virgínia).

O saxofonista fundou a Dave Matthews Band, que é formada atualmente por Dave Matthews (voz e violão), Boyd Tinsley (violino), Stefan Lessard (baixo), Carter Beauford (bateria e percussões) e LeRoi Moore (saxofone e flauta).

A Dave Matthews Band tem shows marcados para o Brasil no fim de setembro. A primeira apresentação está agendada para o dia 26, em Manaus.

O segundo show foi marcado para o dia 28, em São Paulo, e o terceiro para o dia 30, no Rio de Janeiro.

A assessoria da Dave Matthews Band ainda não informou se as datas serão alteradas devido à morte de LeRoi Moore.

Raul de Souza junta dream team da bossa jazz
Trombonista reúne João Donato, Luiz Alves e Robertinho Silva em novo CD

Só podia dar em bom balanço. O trombonista Raul de Souza gravou seu novo disco ao lado de João Donato (piano), Luiz Alves (baixo) e Robertinho Silva (percussão). Dream team de uma bossa/jazz brasileira está junto no álbum Bossa eterna, jóia valiosa posta no mercado pela Biscoito Fino.

Só a dobradinha Raul+Donato já valeria qualquer parada na rotina. O auxílio luxuoso dá ao encontro uma áurea ainda mais nobre. No ano em que se fala muito sobre bossa nova, esse quarteto vem representando uma bossa diferente daquele esquema banquinho e violão. Aqui a bossa tem o ritmo balançado para dançar, vem do encontro com o jazz nos night clubs e tem público certo e ávido no exterior. Tanto que Raul, radicado na Europa desde a década de 90, pouco vem ao Brasil.

Mas em março desse ano se juntou a Donato no Estúdio da Biscoito Fino, no Rio. Ambos com 73 anos de idade e grande afinidade musical, foi a primeira vez que gravaram juntos. Mas quem ouve o disco não percebe, a impressão é que os dois estão juntos na estrada há bem mais de cinqüenta anos. O talento dos verdadeiros artistas faz esse diálogo acontecer na harmonia, nos improvisos.

O repertório escolhido passa por composições de Raul de Souza como Bossa eterna, Pingo d’água e À la Donato, um abraço no amigo. Que, por sua vez, traz suas Fim de sonho, Malandro e o clássico-zen Lugar comum, parceria com Gilberto Gil, aqui com toques latinos.

O quarteto também recria o grande clássico de Tito Madi, Balanço zona sul, passeia por Tom Jobim em Bonita, e uma parceria de Baden e Vinicius em Só por amor. Único convidado a dividir o estúdio com o quarteto de feras, Maurício Einhorm desfila sua gaita (que canta) em Nuvens, parceria dele com Durval Ferreira.

A bossa aqui tem um gosto diferente. Além do banquinho e violão, o quarteto de jazz faz seu som universal. Raul de Souza celebra os 50 anos do movimento bem ao seu modo, mostrando uma música moderna que ganhou o mundo com cores brasileiras.

Fonte Ziriguidum

Entenda o som de João Gilberto e sua obsessão pela perfeição

A música de João Gilberto exige uma capacidade de atenção absoluta. Quem afirma é o jornalista e crítico especializado Zuza Homem de Mello, autor do livro “João Gilberto”, da coleção “Folha Explica”.

A exigência, esclarece Homem de Mello, decorre da singularidade da música criada por João Gilberto. O autor investiga e “traduz” em palavras esse caráter único da música do artista em “Som”, sétimo capítulo do livro “João Gilberto”, que pode ser lido na íntegra abaixo.

No mesmo capítulo, o autor explica a obsessão de João Gilberto pela perfeição: “Esse é um dos aspectos que têm gerado as maiores controvérsias e acusações (chegando mesmo a processos judiciais) e sobretudo a fama das descabidas necessidades de João Gilberto”, diz Zuza Homem de Mello.

Para entender a singularidade do som de João Gilberto e a sua incessante busca pela perfeição, leia o capítulo abaixo de “João Gilberto”, de Zuza Homem de Mello, disponível nas principais livrarias.

Fonte: Folha

Novo álbum de João Donato tem participação de Zeca Pagodinho

João Donato e Zeca Pagodinho se conheceram na semana passada durante encontro inusitado. Ambos estão gravando seus respectivos CDs em salas separadas, claro, do estúdio Companhia dos Técnicos, no Rio de Janeiro.

Zeca chegou ao estúdio com a última edição da revista de bordo da TAM, na qual João Donato é personagem de uma entrevista em que aparece de pijama com trenzinhos na estampa. E declara:

– De jazz a samba, tudo é uma questão de “tucaticatuca”.

Zeca disse que depois de ler a entrevista ficou curioso por conhecer Donato e que o encontro no estúdio teria sido uma feliz coincidência.

Donato mostrou a Zeca a gravação da música que lançou o compositor acreano nos Estados Unidos, em 1962 – “Sambou, Sambou”, um tema que depois ganhou letra de João Mello.

Zeca aceitou o convite de Donato para cantar “Sambou, Sambou”, no CD que seria todo instrumental.

O lançamento será no próximo janeiro pela Acre Musical, o selo de João Donato. Ele disse que a interpretação de Zeca é recheada de improvisos, rimando tamborim com anjo serafim.

Aos 74 anos de genialidade, Donato já decidiu:

– Tô correndo agora porque, em dezembro, vou passar pelo menos 15 dias de papo pro ar, no Acre.

Divulgação/Denise Schultz

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